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História do banheiro

Atualmente o banheiro é considerado por muitas pessoas o segundo lugar mais querido da casa, ficando atrás apenas da cozinha. Mas nem sempre foi assim, o ato de se banhar não era bem visto por grande parte da sociedade e apesar da higiene pessoal ter seu papel na construção do banheiro como ele é hoje, a história do banho não é sinônimo da história da limpeza.

O banheiro foi o cômodo que mais evoluiu, passando por varias fases e experiências. A seguir, eu faço um breve resumo sobre a história e curiosidades sobre o banheiro.  

História do banheiro: Antes de Cristo

O homem primitivo era orientado a utilizar um buraco na terra e cada pessoa se deslocava até o local destinado levando junto sua pá. Na antiguidade foram encontrado vestígios arqueológicos que provam o desenvolvimento do sistema de canalização. Na sociedade egípcia e chinesa os banhos e os cuidados com a higiene eram bastante comuns, por volta de 2.500 a.C. os egípcios construíram banheiros dentro das pirâmides.

Escavações arqueológicas mostraram vestígios dessas construções em cidades localizadas no oeste da atual Índia. O local é Patrimônio Mundial declarado pela Unesco.
Ruínas de latrinas coletivas
Ilustração – latrinas coletivas

História do banheiro: Gregos e Romanos

Os gregos e os romanos são precursores do sistema hidráulico que canalizavam as águas, conduzindo para as casas e para as termas. A história referência aos banheiros a partir da Roma Antiga, as famosas Casas de Banho, que eram públicas e com água aquecida. Os Romanos utilizavam latrinas coletivas com água corrente constante que escoavam para o rio Tiber, faziam suas necessidades conversando com outros homens tranquilamente. Aos pés de cada sanitário havia um canal por onde corria a água que servia para umedecer a esponja e se limpar. Tomavam banho nas piscinas aquecidas, o piso das termas era aquecido com câmaras de gás subterrâneas, seus salões eram decorados com estatuetas e mosaicos, contavam com pátios, saunas, piscinas, vestiários. As instalações eram separadas por sexo ou tinham horário separado destinado para cada sexo. Era considerado um local de encontros, bate-papo, fofocas e negociações, como nossos clubes e spa.

Ilustração de banhos públicos
Banheira encontrada

História do banheiro: Idade Média

Com o fim do império romano e a ascensão do cristianismo, as termas entraram em decadência. A cultura do banho romano desapareceu lentamente e as termas viraram ruínas. A Idade Média chegou e repudiou tanto a prática dos banhos comunitários como quase qualquer lavagem feita com água. Com a ascensão do Cristianismo e, principalmente, da Igreja Católica, esses rituais foram taxados pelo clero de pecaminosos, e tomar banho passou a ser visto como um ato de preguiça, luxúria e vaidade. As pessoas tomavam, no máximo, três banhos por ano – elas chegavam a acreditar que lavar-se fazia mal à saúde e que isso poderia deixar as mulheres inférteis.

As cidades eram imundas, os excrementos eram jogados das casas pelas janelas sem aviso prévio, e quem passava naquele momento na rua corria o risco de ser atingido. A falta de higiene era total e os banhos eram tomados em um procedimento com pouca consideração com a higiene, onde todos da família se banhavam em uma única tina e com a mesma água. Nos castelos existiam latrinas em um quarto escuro com um assento de madeira e para esvaziar havia o esvaziador. E existia um artefato móvel, chamado penico que eram de diversas formas e poderiam ser usados dentro de uma caixa, tornando mais confortável para sentar. Banheiros dentro de casa só começariam a se popularizar na Europa em 1668, quando a França instituiu uma nova legislação em Paris: o decreto determinava que todas as novas casas construídas na cidade deveriam ter esse importante cômodo.

Ilustração dos excrementos sendo jogados pela janela.
Tina para banhos
 Penico decorado e cadeira, artigo de luxo na época

História do Banheiro: Louças

A negação e privação do banho irão durar até o século XVIII, onde a ciência provou que a falta do banho é que originava as doenças, dessa forma os banhos públicos, esportes com água e terapias foram novamente introduzidas. A preocupação com doenças por falta da higiene obtiveram pesquisas para a criação de privadas e saneamento básico. A água encanada, o saneamento básico e as mudanças culturais tornaram a civilização mais limpa e saudável. Foram criados diversos estilos de privadas até inventarem um modelo com sifão para redução dos odores e a utilização da cerâmica para a fabricação delas. Em 1775, o escocês Alexander Cumming patenteou o vaso sanitário. Mas somente no final do século XVIII que o banheiro vem a incorporar dentro da residência e no século XX ele começa a ganhar mais designer.

Modelos de vasos sanitários.

História do Banheiro: Brasil

No Brasil durante muito tempo o banheiro foi construído do lado de fora da casa, alguns modelos em área rurais eram numa casinha de madeira e os excrementos era usados como esterco e na cidade em muitas residências os detritos dos penicos eram despejados em tonéis, os chamados tigres, que eram levados aos rios próximos. O sistema é modificado com a chegada de sistemas hidráulicos nas casas da cidade, com a fossa e o filtro ligados a rede pública de saneamento, deixando assim de escoar diretamente para o rio.

Toneis cheios sendo jogados no rio ou no mar.
Exemplo de banheiro na roça.

História do Banheiro: Atualmente

O avanços tecnológicos tornaram a sociedade voltada para a limpeza, beleza e bem estar.  Os chuveiros entraram definitivamente na vida do cotidiano e tomar banho tornou uma tarefa diária e prazerosa. A decoração das casas chega ao banheiro e com a modificação estética desses espaços observa-se que o banheiro tornou um espaço de descanso, saúde e lazer. Inicialmente os banheiros possuíam a banheira como artigo comum, outra peça do passado recente foi o bidê e os lavas pés. Hoje os bidê são facilmente substituídos pela ducha higiênica  e hoje os lavas pés não são mais utilizados. As banheiras hoje são de diversos formatos e estilos, são instalados em diversos espaços, ambiente de diversos tamanhos, sejam pequenos ou espaçosos.

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Fernanda de Carvalho

Arquiteta, ama fotografia, design, cores, internet, frases motivacionais e ouvir músicas do tipo “algodão doce”. Está sempre aprendendo coisas novas e acredita que vale a pena crer nos sonhos que se tem.

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